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quarta-feira, 4 de março de 2015

Como assim o ex baixista do 'Legião Urbana' morreu??
            Isso mesmo que você leu.
            Eu também não sabia que isto havia ocorrido até alguns dias atrás, quem me informou foi minha mãe.
            “Renato Rocha, 53 anos, baixista que fez parte da primeira formação da Legião Urbana, foi encontrado morto na manhã deste domingo (22) em um hotel do Guarujá, cidade no litoral sul de São Paulo. O apelido do músico na banda era Negrete.” Do UOL, no Rio e São Paulo
22/02/2015
             No momento em que minha mãe me conta, que ela havia escutado no jorna,l que haviam encontrado o ex baixista do 'Legião Urbana' morto em algum lugar (ela não lembrava se era a casa dele ou um hotel), eu pensei e tentei lembrar, "pera... Quem exatamente era mesmo o baixista? Mas não era o Russo??", daí que me lembro que eles contrataram um baixista fixo, que fez três álbuns com o Legião.
            Ali, no momento que minha mãe me contou sobre isso, eu não fiquei muito triste, e pensei que ele nem tocou tanto no Legião. 
            Mas depois fui pensando, ele foi um dos integrantes do Legião, ele foi o coautor de algumas músicas, como, "Quase Sem Querer", "Daniel na Cova dos Leões" e outras, e "Quase Sem Querer" é uma das minhas preferidas do Legião, mas enfim, ele ajudou a banda Legião Urbana a crescer, e com esse crescimento, virou uma banda do estilo MPB (Música Popular Brasileira), e isso é uma parte da nossa cultura, ou seja, um cara como ele, que fez parte desse crescimento do nosso estilo de música popular, leva seus conhecimentos embora consigo. Portanto, acabei ficando um pouco triste.
             E outra razão de eu ter ficado triste foi essa, o Renato, Russo, não o Rocha (Negrete), já morreu há um bom tempo, ele era o integrante principal da banda, o fundador da banda, o vocalista da banda, o compositor da banda, ou seja, o "essencial" da banda, aquele que tinha que estar na banda para o Legião Urbana ser de fato o LEGIÃO URBANA. Acho que vocês já me entenderam. Pensei, "ah não, outro?!", eu sei que o Dado Villa-Lobos ainda está vivo, tanto quanto o Marcelo Bonfá, mas perder mais um integrante do Legião não é muito legal. 
              Eles ainda até poderiam ter feito um "último" show com os três integrantes que estavam vivos. 
              Pense comigo, aquele seu ídolo preferido falece, e aquele talento que ele tinha, vai junto a ele.     
              E essa perda me lembrou que vários artistas que eu gosto muito já estão ficando velhos e com mais chances de morrer. Eu nem sei se um dia eu ainda vou poder ver um show deles, ou até conseguir um autógrafo, nunca se sabe...


             fonte de informação:




aos mais interessados sobre a história do Negrete:


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

           De casa até a escola, ou da escola até em casa.
          
            Eu não tenho muito bem uma ideia de como fazer essas crônicas ainda, nem seus temas, mas como aqui me veio um tema...
            
            Estava dentro do ônibus que pego de ida para a escola, com minha colega (Thaís), quando nós percebemos uma reclamação que uma senhora estava fazendo em voz alta com uma mulher que estava passando pela catraca.
            
             Bem, como esses materiais para as crônicas que ocorrem na ida e vinda de ônibus não ficam guardados muito bem em nossa memória (na sua não sei se você iria guardar, mas eu não iria me lembrar desse “material”), eu decidi anotar num caderno pequeno que eu havia pegado em casa.
            
              A senhora estava reclamando sobre pessoas usarem o assento preferencial sem ser uma pessoa necessitada disso.
           
              Logo que ela começa a falar eu começo a anotar suas falas.
           
             - Ei, moça! – senhora de cabelo roxo, óculos escuros, uma bolsa azul, um shorts florido com cores claras, um tênis bege, e uma blusa azul e rosa, com borboletas.
            
             - Este senhor aí, ele não é velho, ele é novo, olha! Por que ele está sentado no assento preferencial??!!! – disse a senhora do cabelo roxo que estava revoltada.
           
             - Senhora, este moço é cego... – conta a moça de vestido verde claro estampado com pequenos passarinhos brancos, brincos grandes e verdes também; ela usava uma bolsa preta, estava com maquiagem e tinha cabelos grisalhos, tentando acalmar a senhora ainda revoltada (detalhe, a Thaís me ajudou a reparar em todos esses detalhes).
            
             As duas mulheres ali discutindo e eu ali anotando tudo que elas falavam, enquanto a Thaís as descrevia para eu ir anotando também.
           
             - Não é não, não estou falando do senhor ali! Estou falando daquele novinho ali!! – disse a senhora
           
             - Isso mesmo, ele é cego – disse a moça nova já sem paciência para essa discussão. 
           
             - Eu sei disso. Conheço ele há muitos anos... Mas estou falando mesmo do novinho ali! – contou a senhora tentando aliviar a discussão que percebeu que havia perdido.
           
             Enquanto a discussão já ia acabando, eu tentando escrever o mais rápido possível, e a Thaís tentando enxergar as mulheres para as descrever, e ainda nós estávamos rindo da situação que a velha rabugenta havia se metido.
           
             - Ah......... – a moça fez uma cara de desgosto para o cobrador concordar com ela sobre o fato de a velha ser de fato muito rabugenta, enquanto ia passando pela catraca. E o cobrador apenas observando a discussão que havia ocorrido ali bem na sua frente (o que não deve ser muito raro, pois tem pessoas de todos os tipos de personalidade no ônibus).
            
             Como o cobrador não queria encrencas para ele, ele vira e faz uma cara para a moça assim, “agora não moça, sou apenas o cobrador”.
            
             E a partir deste momento a mulher nova (a moça) se sentou em um assento normal, o ônibus se silenciou de novo. E a senhora desceu no terceiro ponto depois do ocorrido.
           
             E para mim e para Thaís não foi muito fácil fingir que não estávamos anotando aquela situação, pois levantávamos do banco para ver as mulheres, e eu peguei o caderno muito rápido para escrever. E como isso sim deve ser raro de um cobrador ver acontecendo, dois jovens ali tentando anotar uma situação que para qualquer um não mudaria nada em sua vida. Ele percebe que estávamos anotando o que estava ocorrendo, e logo ele vira e fica nos encarando com aquela cara de mal (não estou dizendo que os cobradores tem cara de maldosos, mas que no momento aquele cobrador fez uma cara de mal).
            
             E para piorar nós estávamos sentados bem em frente a ele, e ele era grande e forte, fingimos que não estávamos anotando nada, ele não comentou nada conosco, e no fim o cobrador nos encarando não deu em nada.
           
            Mas por fim, vou dizer sobre o que realmente acho que está situação nos faz refletir.
            
            Eu acho que está certíssimo a senhora exigir que os assentos preferenciais sejam usados por quem necessita deles, mas não havia ninguém ali no ônibus com essa necessidade e alguém poderia aproveitar para sentar ali. Tanto que, ao lado do assento preferencial, está colado um adesivo no vidro dizendo, "...ausentes pessoas nessas condições o uso é livro".
            
            E com essa reclamação desta senhora, eu percebo como cada vez mais as pessoas estão rígidas e mais chatas com situações tão simples que ninguém precisa ser tão certo desta forma. E também, a senhora estava reclamando de algo que ela nem sabia se estava correto ou não, e qual seria o problema se alguém que não fosse necessitado sentasse ali? Não havia ninguém no ônibus que fosse necessitado e precisasse sentar, aliás, a senhora estava reclamando e estava sentadinha ali numa boa.
           
            Enfim, infelizmente eu voltei a encontrar essa senhora outras vez no ônibus. E para variar, ela estava reclamando, mas dessa vez sobre outro assunto. Espero encontrar ela no ônibus apenas quieta, pois se ela reclamar...


            
            

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

                                                                     O busão



          Leitores, aqui vou contar sobre como foi (e ainda está sendo) minha experiência de deixar de ir de perua para a escola, para começar a ir de ônibus para a escola.

          Eu saí da perua, pois demorava demais, e muitas vezes (quase sempre) a perua atrasava. Era cansativo e estressante e esta foi a grande razão da minha saída.

          Quando eu ainda estava treinando para ir de ônibus, eu não sabia que ele lotava e que a temperatura sobe, por conta do “calor humano”. E toda hora eu me perguntava se no horário que eu pegaria o ônibus iria ser tão vazio quanto de tarde (horário que eu ainda estava testando ir de ônibus).


          O primeiro dia de ir de ônibus para a escola foi muito tranquilo: eu cheguei um pouco mais cedo na escola, e o ônibus de vinda era o modelo novo e estava vazio. Então acabou a aula e eu já estava pegando o ônibus de volta, na volta também foi tranquilo, o ônibus era o novo e tudo mais, e como eu cheguei cedo em casa (ainda estava claro), minha alegria era enorme, pois de perua eu chegava e já estava escuro (de noite). Até aí (primeiros dias) foi tudo de bom, tranquilo, uma rotina nova...


          Na segunda semana indo de ônibus, eu já não estava tão alegre assim, pois meu ônibus não vinha vazio, e sim cheio, tanto na ida, quanto na volta. E ainda piorou um pouco, o trânsito das pessoas que voltavam do trabalho atrasou um pouquinho minha chegada em casa.


          Apesar de tudo, é uma experiência muito boa, mesmo não sendo tudo de bom, ainda é muito melhor do que ir e vir de perua.


          Este foi meu relato sobre ir de busão.


          Obrigado por ter lido até aqui, até mais...